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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
entre(tempo(rais)
um sol suave,
quase fresco...
asfalto quente,
e enfim, seco!
silêncio duro
feito o chão
feito o tempo
no corpo que muda
numa folha que cai
assim, quase úmida,
outra tarde se vai...
domingo, 25 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de maio de 2009
O Quintal de Casa (2 em 1)
Não teve choro nem vela,
fizeram o Quintal de Casa
e hoje ninguém mais brinca
na rua que um dia foi dela.
O Quintal, coitado...
nem é de todo mal...
mas ainda é limitado,
porque ainda é só um quintal.
E vem gente de toda gente
deslizar no Quintal de Casa,
gente presa - e ainda contente!
Lá tem música, dá pra ver a lua...
Mas eu, particularmente,
ainda prefiro brincar na rua!
...
Lá é dentro, e não tem ladeira...
Não esqueço aquele pedaço de asfalto,
Ah... aquilo sim era brincadeira!
Das madrugadas vistas do alto...
Uns e outros, desvairados
Tecendo, rasgando a descida
de adrenalina embriagados,
Ladeira abaixo, sem saída...
Voando, rápidos, livres
Cavando ondas no cimento,
Indo de encontro ao vento...
E era tão simples, tão fácil fluir:
Só parar o pensamento, e deixar o corpo ir
sozinho, em movimento...

(ao que um dia foi o quintal de muitas outras casas... e hoje não é mais quintal de ninguém / e ao novo Quintal de Casa... antes pouco do que sem)
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Tempestade!

Amanhã faz um mês o EUNACHUVA, mas eu apressadinha, vou postar agora a poesia, que seria de amanhã, sem métrica nem muita rima, sem parâmetros, meio como estou hoje:
Tempestade!
Choveu!
Choveu e mudou tudo...
De novo, mais uma vez...
Eu que não me acostumo
com esse meu humor de tempestade!
Ora chorando rios (que eu mesma inventei)
ora sorrindo montanhas
mas sempre, sempre passeando...
À beira do absimo!
Choveu!
Mudou tudo...
Molhou o esquema
pensamento, ficou mudo.
Choveu!
Choveu e não parou mais...
E eu fiquei contando gotas,
assistindo relâmpagos,
escutando trovões...
Choveu!
Choveu muito e ainda chove...
Molhou tudo...
E eu, sem guarda-chuva!
Molhada e com frio...
Pensamento foi à mil.
Choveu!
E há de chover mais...
E eu vou pisando nas poças,
sem nem olhar pra trás...
Vou pingando meus versos,
inundando as idéias,
vendo a enchente transbordar...
Esses meus versos feitos de água,
não tarda o sol virá secar.
Versos líquidos, escorregadios
teimam em me escapar...
E eu só de teimosia, escrevo.
Choveu!
Choveu, molhou o asfalto
e eu queria andar de skate...
Sentir o vento no cabelo,
bem forte!
Vento frio, que quase corta
quase incomoda... quase...
E arrasta com ele os meus versos,
fazendo-me livre!
Livre de mim mesma...
Vazia de idéias.
Pelo menos um pouco...
Uma paz efêmera que às vezes falta...
Mas choveu!
Choveu, e não rolou...
E eu bem que gostei:
porque umas coisas a água levou
e as que eu queria segurei...
E não poderia ter sido diferente,
se fosse não era eu.
Não era eu, na chuva!
domingo, 5 de abril de 2009
domingo, 29 de março de 2009
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