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segunda-feira, 20 de junho de 2011

O Quase Azulão

Sobre minhas rendas brancas
caíram umas flores azulão
se ajeitaram nas minhas ancas
e me prenderam ao chão

segunda-feira, 11 de abril de 2011

'O Louco'

Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim: um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas - as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando: "Ladrões, ladrões, malditos ladrões!" Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: "É um louco!". Olhei para cima, pra vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: "Benditos, bendito os ladrões que roubaram minhas máscaras!" Assim me tornei louco. E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele desigual que nos compreende escraviza alguma coisa em nós. (Gibran Kahlil Gibran)

sábado, 5 de março de 2011

da minha banda

da banda de Seo Tranca Rua
de Seo Sete Encruza
de Seo Calinô
cheguei da banda de lá
molhada de chuva
e trazendo uma flor
vim mordendo um sorriso
sabendo que o mundo
é feito de dor

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

equilíbrio em 7 linhas

hedonista,
queria me ver nele
e ele em mim, como ficava
calculista,
queria me saber dele
e sendo assim, ele esperava
opostos e afim - equilibrava

sábado, 19 de fevereiro de 2011

sete e quando

sete e quando, como quase sempre...
acordei de um sonho para outro!
este, quero que fique sem fim
para todo dia quando despertar
lembrar do bom dia de hoje:
sete e quando ele acordou
pensando em mim...

domingo, 31 de outubro de 2010

cruzado (ou "cruzando a linha das senhoras")

então, depois de um sonho, de um transe de sonho, acordo e tenho que agora compreendi a dança das senhoras daquela jurema... uma a uma fomos colocadas em nossos lugares, e naquela formação, era natural que todas soubéssemos o que fazer, embora ninguém nunca tivesse nos ensinado propriamente... éramos um círculo vibratório, seguido por mais um círculo, outra linha, porém, compartilhando os elementos...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

azulão

Custou acreditar, quando viu a menina entrar, e sentar - suave e doce - quando antes, lá fora, sentia que havia um guerreiro. Foi jogando, interessado. E dizendo tudo que via, enquanto ela, só ouvia.... Mas quando ela pergunta, tímida, a concha cai certeira. Diz que pode ser só por agora, mas era ele, o que vem primeiro.
Na gira, quando ela chega, mandam chamar o vento - ora pra soprar pra longe, ora pra ser brisa leve. E quando chega muito aflita, cantam logo o Tempo, pra curar outra interpérie... Tempo, Tempo, Tempo, Tempo... Vez ou outra pra chover de novo, fazer arco-íris, para ela escolher uma cor... Gira ela para um lado, gira para o outro... Ensina a contar certo, sem tropeçar nas vírgulas... Banho de ervas, flores, moedas, búzios, pedrinhas... presentes do Tempo...
Dançam com ela.
Por fora, o que se vê, é só o que o espelho que ela carrega reflete. Assim, doce mesmo...
Por trás da suavidade é que habita o cavaleiro. Com o reflexo do espelho, dissimula o alfange na outra mão. Como que na espreita, de tocaia. E que ninguém acenda sua fúria! Infantaria, linha de frente. Venha o que vier, ele já espera, quente.
O colar dele é o primeiro, e vai cruzado. Depois vem os outros. Os dela, de sempre, e essa noite, escondido, o emprestado. O pano da costa, um dia, também vai atravessado. É dele.
Ela é dele. Está mais que confirmado.
É da guerra por excelência, nunca soube o que era paz. E quando não há motivo, inventa um, tanto faz.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

do sal

vou pro mar...
levo minhas lágrimas:
7, contadas,
quero vê-las todas
uma por uma
cair dos meus olhos
e afundar

terça-feira, 24 de agosto de 2010

enquanto durmo

de olhos abertos
eram pessoas
de olhos bem abertos

de olhos fechados
eram felinos
de olhos mais abertos
aos meus olhos despertos

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

(burilar

é o processo de apurar, mexer, fixar, imprimir)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

7, meu Ori

no dia de Omulú...


Ogum veio primeiro. Como sempre, e não poderia ser diferente, é quem vem na frente, brandindo sua espada, implacável, abrindo o caminho. Patakori, Ogunhê!

Seguido de Oxum, seu doce reflexo, seu perfume de flor. Banhando de luz, nas águas de seu infinto amor. Ora iê iê ô!

Das matas, veio Oxóssi, com sua flecha única e certeira. É dele minha aldeia, Okê Arô!

Ventando e sem demora, Iansã é quem vem agora. Corajosa e arrebatadora. Apaixonada, como eu, como sempre. Fogo. Como eu, sempre. Eparrei Oyá!

Foi uma "noite bonita, estrelada"... Misteriosa...

Odocyá! que chegou Iemanjá, mãe d'água, mãe do mundo, Odoyá!

Oxalá, imenso, veio então fechar. Muito branco, purificar.
Ê Xauê Babá! Obrigada, por me guiar!




Atotô Obaluaê!

7 luas

onde ando
é onde quero chegar

e por enquanto
que ainda não inventaram
um jeito de se estar
na mesma hora
em todo um lugar

ando devagar

se ficar em dúvida
paro para pensar

e mesmo se errar o caminho
sempre posso voltar

sábado, 7 de agosto de 2010

sexta-feira, 30 de julho de 2010

"que seja doce"

"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim, que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo; repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante."

Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 28 de julho de 2010

7 de espadas


"o intelecto pode ser frio, manipulador,
e o fim pode justificar os meios
mesmo não sendo nobre"


segunda-feira, 12 de julho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

Presente do Tempo






07 de junho de 2010,




Sinto, no ventre, essa vibração...
O vento!
Vento da minha direção
Meu tempo
Hora de sim, hora de agora não
E hoje esse vento dança,
Na palma da minha mão!




...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

13:20

Voltemos ao tempo certo, à frequência natural do universo...

“Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu:
há tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de chorar e tempo de rir;
tempo de abraçar e tempo de afastar-se;
tempo de amar e tempo de aborrecer;
tempo de guerra e tempo de paz.”

(Eclesiastes)


7:7::7:7
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quinta-feira, 13 de maio de 2010