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domingo, 29 de junho de 2014

terça-feira, 7 de agosto de 2012

"someday lost in lust"


SOMEDAY LOST IN LUST by LoadBeat on Grooveshark

because I'm a victim of my own desires...

Sobra Tanta Falta

Falta tanta coisa na minha janela
Como uma praia
Falta tanta coisa na memória
Como o rosto dele
Falta tanto tempo no relógio
Quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência
Que me desespero
Sobram tantas meias-verdades
Que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos
Que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço
Dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer
Que nunca consigo

Sei lá,
Se o que me deu foi dado
Sei lá,
Se o que me deu já é meu
Sei lá,
Se o que me deu foi dado ou se é seu

Sei lá... sei lá... sei lá....

Vai saber,
Se o que me deu , quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salve
Vai saber,
O que me deu, quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salve...

(Carlos Trevisan)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Carta de Amor

Não mexe comigo, que eu não ando só,
eu não ando só… eu não ando só.
Não mexe não…
Não mexe comigo, que eu não ando só,
eu não ando só… eu não ando só.Eu tenho Zumbi, Besouro,
o chefe dos Tupis,
sou Tupinambá.
Tenho os Erês, caboclo boiadeiro,
mãos de cura.
Morubixaba, cocares, arco iris,
zarabatanas, curare, flechas e altares.
A velocidade da luz, o escuro da mata escura,
o breu, silêncio…
a espera.Eu tenho Jesus, Maria e José
todos os pajés em minha companhia.
O menino Deus brinca e dorme nos meus sonhos,
o poeta me contou.Não mexe comigo, que eu não ando só,
eu não ando só… eu não ando só.Não misturo, não me dobro.
A Rainha do Mar anda de mãos dadas comigo,
Ensina o baile das ondas e canta, canta, canta pra mim.
É do ouro de Oxum
que é feita a armadura que guarda o meu corpo,
garante o meu sangue, a minha garganta.
O veneno do mal não acha passagem.
Em meu coração, Maria acende sua luz
e me aponta o caminho.Me sumo no vento, cavalgo no raio de Iansã
giro o mundo,
viro, reviro,
Tô no Reconcavo, to em Fez.
Voo entre as estrelas, brinco de ser uma,
traço o cruzeiro do sul com a tocha da fogueira de João Menino
Rezo com as três marias.
Vou além,
me recolho no esplendor das nebulosas,
descanso nos vales, montanhas.
Durmo na forja de Ogum.
Mergulho no calor das lavas dos vulcões,
corpo vivo de Xangô.Não ando no breu,
nem ando na treva,
é por onde eu vou que o Santo me leva…Medo não me alcança,
no deserto me acho.
Faço cobra morder o rabo,
escorpião virar pirilampo.
Meus pés recebem balsamos,
unguentos suaves das mão de Maria,
irmã de Marta e Lázaro
no oásis de Bethania.Pensou que ando só,
atente ao tempo
não começa, nem termina:
é nunca, é sempre!
É tempo de reparar na balança de nobre cobre
que o rei equilibra
fulmina o injusto, deixa nua a justiça.Eu não provo do teu fel,
eu não piso no teu chão,
e pra onde você for, não leva o meu nome não…Onde vai, valente?
Você secou, seus olhos insones secaram
não vêem brotar a relva que cresce livre, verde
longe da tua cegueira.
Seus ouvidos se fecharam a qualquer música,
a qualquer som.
Nem o bem, nem o mal pensam em ti.
Ninguém te escolhe,
você pisa na terra mas não a sente,
apenas pisa,
apensa vaga sobre o planeta.
E já nem ouve as teclas do teu piano.
Você está tão mirrado que nem o Diabo te ambiciona,
não tem alma,
você é o oco do oco do oco do sem fim do mundo.O que é teu já tá guardado,
não sou eu que vou lhe dar…Eu posso engolir você,
só pra cuspir depois.
Minha fome é matéria que você não alcança.
Desde o leite do peito de minha mãe
até o sem fim dos versos, versos, versos…
que brotam no poeta, em toda poesia
sob a luz da lua que deita na palma da inspiração de Caymmi.
Se choro, quando choro e minha lagrima cai
é pra regar o capim que alimenta a vida.
Chorando eu refaço as nascentes que você secou.
Se desejo, o meu desejo faz subir marés
de sal e sortilégio.Vivo de cara para o vento, na chuva
e quero me molhar.
O terço de Fátima e o cordão de Gandhi cruzam meu peito.
Sou como haste fina,
que qualquer brisa verga,
mas nenhuma espada corta.Não mexe comigo, que eu não ando só,
eu não ando só… eu não ando só.

(Maria Bethânia)

terça-feira, 19 de abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

chão que me dá força

tempo tempo tempo tempo

chão que me dá luz

tempo tempo tempo tempo

quinta-feira, 14 de abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

quarta-feira, 30 de março de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

suave coisa nenhuma

Como eu, como tu

Eu, outro dia me lembrei de você,
Ouvindo uma canção que pudesse dizer
Como eu, como tu, como velhos tratantes
Como velhos amigos, como velhos perigos,
Como grandes amantes nos poucos instantes de amor
Eu, outro dia me esqueci lentamente,
Ouvindo a razão na palavra de ordem corrente
E que eu, e que tu, e que todos os passos,
E que todos os beijos, e que os longos abraços,
E que os longos desejos não caiam aos pedaços.

(SECOS E MOLHADOS)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

DREAMS




Oh my life
Is changing everyday
Every possible way
Though my dreams
It's never quite as it seems
Never quite as it seems
I know I felt like this before
But now I'm feeling it even more
Because it came from you
And then I open up and see
The person falling here is me
A different way to be
La larara larara larara la
I want more
impossible to ignore
impossible to ignore
They'll come true
impossible not to do
impossible not to do
And now I tell you openly
You have my heart so don't hurt me
You're what I couldn't find
A totally amazing mind
So understanding and so kind
You're everything to me
Oh my lifeIs changing everyday
In every possible way
Though my dreams
It's never quiet as it seems
Cause you're a dream to me

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"C'est beau ses rides autour des yeux..."

"Et il me parle pendant des heures
Des vies qu'il a perdues de vue
Lui au moins il n'a rien à perdre
Alors que moi je n'ai rien vu"



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

um aperto no peito...



Vamos embora companheiro, vamos
Eles estão por fora do que eu sinto por você

Me dê sua pata peluda, vamos passear
Sentindo o cheiro da rua

Me lamba o rosto, meu querido, lamba
E diga que também você me ama

Eu quero ver seu rabo abanando
Vamos ficar sem coleira

Vamos ter cinco lindos cachorrinhos
Até que a morte nos separe, meu amor!