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quinta-feira, 11 de abril de 2013
do sangue...
Eu sou uma mulher
que sempre achou bonito
menstruar.
Os homens vertem sangue
por doença
sangria
ou por punhal cravado,
rubra urgência
a estancar
trancar
no escuro emaranhado
das artérias.
Em nós
o sangue aflora
como fonte
no côncavo do corpo
olho-d’água escarlate
encharcado cetim
que escorre
em fio.
Nosso sangue se dá
de mão beijada
se entrega ao tempo
como chuva ou vento.
O sangue masculino
tinge as armas e
o mar
empapa o chão
dos campos de batalha
respinga nas bandeiras
mancha a história.
O nosso vai colhido
em brancos panos
escorre sobre as coxas
benze o leito
manso sangrar sem grito
que anuncia
a ciranda da fêmea.
Eu sou uma mulher
que sempre achou bonito
menstruar.
Pois há um sangue
que corre para a Morte.
E o nosso
que se entrega para a Lua
(Marina Colasanti)
que sempre achou bonito
menstruar.
Os homens vertem sangue
por doença
sangria
ou por punhal cravado,
rubra urgência
a estancar
trancar
no escuro emaranhado
das artérias.
Em nós
o sangue aflora
como fonte
no côncavo do corpo
olho-d’água escarlate
encharcado cetim
que escorre
em fio.
Nosso sangue se dá
de mão beijada
se entrega ao tempo
como chuva ou vento.
O sangue masculino
tinge as armas e
o mar
empapa o chão
dos campos de batalha
respinga nas bandeiras
mancha a história.
O nosso vai colhido
em brancos panos
escorre sobre as coxas
benze o leito
manso sangrar sem grito
que anuncia
a ciranda da fêmea.
Eu sou uma mulher
que sempre achou bonito
menstruar.
Pois há um sangue
que corre para a Morte.
E o nosso
que se entrega para a Lua
(Marina Colasanti)
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Loca de Atar
Loca de atar
por hablarte desde el primer día, por darte la bienvenida a casa sin necesidad de predictor.
Loca de atar
por dormir contigo las 39 semanas y 4 días de embarazo, por acunarte desde siempre dentro del útero.
Loca de atar
por colechar desde el primer instante, por dejarte dormir durante meses sobre mí cuerpo, por seguir durmiendo juntas 28 meses después, noches y siestas, y saber que es bueno.
Loca de atar
por no creer que una palabra tan hermosa como “educación” se relaciona con "control de conducta" sino con respeto, libertad y acompañamiento.
Loca de atar
también por no creer en la “buena-educación” ni en la “mala educación”, por considerarlas maneras de control ajenas a mi vida.
Loca de atar
por atender siempre tu llanto, por no provocarlo, por acompañarlo, por jamás dejarte llorar sola ni siquiera cuando el llanto libera.
Loca de atar
por pasarme por el forro los convencionalismos sociales, patriarcales y adultocéntricos, por dar prioridad a tu/mi instinto.
Loca de atar
por dejarte comer lo que quieres, cuando quieres y como quieres, por respetar tus ritmos y horarios, por ofrecerte comida biológica siempre que puedo.
Loca de atar
por no creer en la frustración y menos en provocarla, por educar desde el empoderamiento que es bien distinto.
Loca de atar
por no atenerme a lo que algunos llaman “sentido común” en pediatría… El sentido común es otra cosa, si es que aún existe.
Loca de atar
por creer que el colecho no necesita apellidos y que, empiece cuando empiece, siempre es reparador para el niñ@ y para la familia.
Loca de atar
por continuar amamantándote a demanda, día y noche, durante 28 meses seguidos y estar disfrutando tanto.
Loca de atar
por dormirte cada noche al pecho, por sentirme todavía una loba cada vez que te doy de mamar en la oscuridad.
Loca de atar
por dormir del tirón, a pesar de las tomas nocturnas, y por haber curado mi insomnio intermitente de años con la prolactina de nuestra lactancia (eso sí que es científico).
Loca de atar
por considerarte mi maestra, por levantarme cada mañana dispuesta a aprender y ser consciente.
Loca de atar
por dejar que me rompas cada día los esquemas (incluidos los de la crianza con apego) por abrir gracias a ti varios puntos de mira, por crecernos juntas.
Loca de atar
por creer en la sabiduría celular que permite la supervivencia de cada especie, por no olvidar que el cuerpo femenino contiene memoria.
En fin,
una y mil veces,
loca de atar,
loca de atar por saberme MAMÍFERA
y a mucha honra.
Myriam Moya Ten
Myriam Moya Ten
terça-feira, 31 de maio de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
XVII
"Sedecim ad numerum sedecim prophetarum"
"A menina realiza sua tarefa com calma, concentrada, observada por uma ave pousada sobre um galho de uma árvore. Está em contato consigo mesma, com sua natureza, com sua vitalidade com um pé no rio e outro na terra, iluminada pela Estrela. O Espírito Sublime que nos guarda; Luz Imaterial que nos cerca; bússola incompreensível para a lógica; mapa para além de todas as fórmulas.
A menina realiza uma Alquimia Espiritual."
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
IYAMI AKÒKO
“Oxum, mãe de clareza
Graça clara
Mãe de clareza.
Enfeita seu filho com bronze
Fabrica fortuna na água
Cria crianças no rio.
Brinca com seus braceletes
Colhe e acolhe segredos...
Fêmea força que não se afronta
Fêmea de quem macho foge.
Na água funda se assenta profunda
Na fundura da água que corre.
Oxum do seio cheio
Ora Ieiê, me proteja
És o que tenho
– Me receba”.
(Risério;1996:151)
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
puta que pariu
só consigo parir versos
ainda assim, quadras...
(pensamentos dispersos
mal formam palavras!)
ainda assim, quadras...
(pensamentos dispersos
mal formam palavras!)
terça-feira, 24 de agosto de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
girei na gira de moça que gira
eu tenho o do tempo
e tenho o da hora
(ainda assim, quero tudo,
e quero agora!)
e seja feliz você também
e tenho o da hora
(ainda assim, quero tudo,
e quero agora!)
e seja feliz você também
moça bonita, que chega girando,
e não sei de onde vem...
quinta-feira, 27 de maio de 2010
fluindo...
A parte que eu mais gosto de ser mulher, é poder sentir a lua mudando, com todos os fluidos do meu corpo, a influência direta desse lindo satélite no universo de mim, assim como ela faz com as marés, com tudo que é água, líquido, fluido, volátil... E mudar com a lua. Mudar como a lua...
Ora nova,
ora crescente,
ora cheia de mim mesma,
ora fora,
ora ausente,
e ainda ser eu mesma!
E crescer novamente,
e minguar de repente,
e sumir vez ou outra...
É como ser a cada fase
uma mulher na pele d'outra!
.
Ora nova,
ora crescente,
ora cheia de mim mesma,
ora fora,
ora ausente,
e ainda ser eu mesma!
E crescer novamente,
e minguar de repente,
e sumir vez ou outra...
É como ser a cada fase
uma mulher na pele d'outra!
.
sábado, 6 de março de 2010
Por que eu quero-te beber!

(foto - e unhas - da Prica)
Dá-me pois olhos e lábios;
Da-me os seios, da-me os bracos;
Da-me a garganta de lírio;
Dá-me beijos, dá-me abracos!
Empresta-me a voz ingênua
Para eu com ela orar
A oração de meus cantos
De teu seio no altar!
Empresta-me os pés, gazela,
Para que eu possa correr
O vasto mundo que se abre
Num teu rir, num teu dizer!
Presta-me a tua inocência,
Para eu ir ao ceu voar...
Mas acende cá teus olhos
Para que eu possa voltar!
Por Deus to peço, senhora,
Que tu mo queiras fazer;
Da-me os cílios de teus olhos
Para eu adormecer;
Por que, enquanto os tens abertos,
Sempre para aqui a olhar,
Nao posso fechar os meus,
E sempre estou a acordar!
Pela Santa-Virgem peço
Que tu me queiras sorrir;
Por que eu tenho um lírio d'ouro
Há três anos por abrir,
E, se Ihe deres um riso,
Há-de cuidar que e a aurora...
E talvez que o lírio se abra,
Talvez que se abra nessa hora!
Por Alá, minha palmeira!
Quando ao sol me for deitar,
Faze sombra do meu lado...
Por que eu quero-te abracar!
D'amor te requeiro, ondina,
Quando te fores a erguer,
Ver-te no espelho das fontes...
Por que eu quero-te beber!
(Antero de Quental)
terça-feira, 2 de março de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Aviso da lua que menstrua
Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
às vezes parece erva, parece hera
cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
mas é outro lugar, aí é que está:
cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
transforma fato em elemento
a tudo refoga, ferve, frita
ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
é que tô falando na "vera"
conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
já se alcança a "cidade secreta"
a Atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
cai na condição de ser displicente
diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
que a mulher extrai filosofando
cozinhando, costurando e você chega com a mão no bolso
julgando a arte do almoço: Eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
então esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
VACA é sua mãe. De leite.
Vaca e galinha...
ora, não ofende. Enaltece, elogia:
comparando rainha com rainha
óvulo, ovo e leite
pensando que está agredindo
que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!
(Elisa Lucinda)
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
As Senhoras do Pássaro da Noite II
"Eleye com uma boca redonda.
Pássaro àtíòro que desce docemente.
(...)
Ela colocou no mundo "Vertigem"
Ela colocou no mundo "Troca e sorte"
(...)
Vento secreto da Terra.
Vento secreto do além.
Sombra longa, grande pássaro que voa em todos os lugares.
(...)
Ela voa abertamente para entrar na cidade.
Vai à vontade, anda à vontade, anda suavemente para entrar no mercado.
(Faz as coisas de acordo com sua própria vontade).
Elegante pássaro que voa no sentido invertido de barriga para cima. "
(Verger; 1992:90)

Pássaro àtíòro que desce docemente.
(...)
Ela colocou no mundo "Vertigem"
Ela colocou no mundo "Troca e sorte"
(...)
Vento secreto da Terra.
Vento secreto do além.
Sombra longa, grande pássaro que voa em todos os lugares.
(...)
Ela voa abertamente para entrar na cidade.
Vai à vontade, anda à vontade, anda suavemente para entrar no mercado.
(Faz as coisas de acordo com sua própria vontade).
Elegante pássaro que voa no sentido invertido de barriga para cima. "
(Verger; 1992:90)

vai, voa essa noite...
vai suave, pousa em silêncio
eu dormindo te espero voltar
vai, voa essa noite...
já sabe o que tem de levar
vai, voa essa noite...
e volta antes de nascer o dia
pra minha guarda, pro seu lugar
vai, voa essa noite...
que eu serei livre quando chegar
vai suave, pousa em silêncio
eu dormindo te espero voltar
vai, voa essa noite...
já sabe o que tem de levar
vai, voa essa noite...
e volta antes de nascer o dia
pra minha guarda, pro seu lugar
vai, voa essa noite...
que eu serei livre quando chegar
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
noite quente / conversa delas II
(*) - Com ou sem colarinho?
(%) - Sem.
($) - Com!
(#) - Ah... ela já bebeu!!!
(%) - Ah, nem vi... desculpa, não dá nada...
(*) - Aeee um brinde
($) - Hahahahahaha
(#) - Tintim
pronto começou...
(%) - Sem.
($) - Com!
(#) - Ah... ela já bebeu!!!
(%) - Ah, nem vi... desculpa, não dá nada...
(*) - Aeee um brinde
($) - Hahahahahaha
(#) - Tintim
pronto começou...
La Philosophie dans le Boudoir
"Amo demais o prazer para ter só uma afeição. Infeliz da mulher que se entrega a esse sentimento! Um amante pode fazê-la perder-se, enquanto dez cenas de libertinagem, repetidas a cada dia, se ela assim desejar, se desvanecem na noite do silêncio logo que consumadas".
(Mme. de Saint Ange, em "La Philosophie dans le Boudoir", do Marquês de Sade)
(Mme. de Saint Ange, em "La Philosophie dans le Boudoir", do Marquês de Sade)
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